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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A MESA DO VELHO AVÔ


Um frágil e velho homem foi viver com seu filho, a nora e o neto mais velho de quatro anos. Com o tempo, a família percebeu que os atos mais simples do seu dia-a-dia se tornavam extremamente penosos para aquele homem de mãos trêmulas, visão embaralhada e passo hesitante. A família comia junto com ele. Mas as mãos trêmulas do avô ancião e sua visão deficiente tornavam difíceis até mesmo o ato de comer. Ervilhas rolavam da sua colher sobre o chão e não raras eram as vezes em que o avô, sem o domínio das mãos, derramava leite na toalha ou no chão. A bagunça e o trabalho, com o tempo, começaram a irritar o filho e a nora daquele homem.
— Temos que fazer algo com relação a vovô, observou o filho, ele já derramou leite e comida no chão várias vezes.
Assim, decidiram, o marido e a esposa, preparar uma mesa pequena no canto da sala. Lá, o avô iria comer sozinho, enquanto o resto da família desfrutaria do jantar a sós.
Desde que o avô quebrou dois pratos, a comida dele era servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava de relance em sua direção, percebia uma lágrima rolar dos seus olhos. Ainda assim, o casal o advertia impiedosamente quando ele derrubava um garfo ou derramava comida no chão.
O neto de quatro anos presenciava tudo em silêncio. Certa noite, antes da ceia, o pai notou que o filho estava brincando no chão com pedaços de madeira. Perguntou-lhe, docemente:
— O que está fazendo, filho?
Da mesma maneira dócil, o menino respondeu-lhe:
— Estou fabricando uma pequena tigela para você e mamãe comerem sua comida quando eu crescer.
O garoto sorriu para o pai e voltou a trabalhar.
As palavras do menino golpearam os pais profundamente e lágrimas começaram a fluir dos seus rostos. Nenhuma palavra foi dita, porque ambos sabiam o que devia ser feito.
Naquela noite, o marido pegou a mão do ancião e, com suavidade, conduziu-o à mesa da família, onde passou a fazer as refeições até o último dos seus dias. E, por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, o leite derramado, ou quando a toalha da mesa se sujava.
As crianças são notavelmente perceptivas. Os olhos delas observam com mais acuidade e suas mentes sempre processam as mensagens que elas absorvem. Se nos vêem pacientemente providenciar uma atmosfera feliz em nossa casa, para nossos familiares, imitarão aquela atitude no decorrer de suas vidas. O pai sábio percebe isso diariamente: que o alicerce está sendo construído para o futuro da criança.
Sejamos sábios construtores de bons exemplos de comportamento de vida em nossas funções.

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