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quarta-feira, 9 de março de 2016

À DERIVA

Recortes de imagem decente: Nature Animação

Navego horas no leito
singrando mares noturnos
de tão distantes passados,
de improváveis futuros.

Trespasso meridianos,
atravesso tordesilhas.
Vejo terras no horizonte:
serei eu mesma esta ilha?

O barco vai navegando
com velas que cortam os ares:
nau errante que existe
à revelia dos mares.

Meu porto é onde chego
e ancoro no vazio.
Nas águas claras do sonho
transponho o meu Destino.

Denise Guinle

Um comentário:

  1. Assim como ainda há vida no Planalto, existe poesia nos versos brancos da Denise. Sou da velha escola onde pontificaram Olavo Bilac, Gonçalves Dias e Casimiro de Abreu. Destarte, as minhas composições em versos são obrigatoriamente rimadas.

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